Qual deve ser o foco do board para melhorar a governança?

Sete pontos importantes para os conselhos voltarem a atenção

Redação Reputation Feed

Governança corporativa forte contribui para a reputação das empresas – Imagem: Schutterstock

Quais devem ser os focos dos conselhos de administração para melhorar a governança corporativa das empresas? São sete os pontos essenciais, elenca, em artigo, Suzana Sierra, CEO da BH Compliance. A empresa norte-americana usa blockchain para medir a eficácia da governança corporativa nas organizações. A seguir, veja as áreas e por que têm de ser prioritárias, segundo o texto “Seven areas for boards to focus on to improve corporate governance”, publicado na Forbes:

1. Independência

A independência ajuda a prevenir possíveis conflitos de interesse, melhorar a objetividade e a imparcialidade na tomada de decisões e a encontrar novas perspectivas para fazer decisões estratégicas – o que ajuda a garantir interesses de curto e longo prazos da organização. Para isso, deve-se garantir um número significativo de executivos sêniores independentes e limites de mandato para cargos de gestão. Avaliações periódicas do modelo de independência também são importantes.

2. Diversidade, equidade e inclusão

A diversidade, a ser entendida com base nos mais diferentes critérios, como idade, gênero e raça, permite multiplicidade de experiências, contribuindo para a inovação e a flexibilidade na organização.

3. Avaliação de desempenho

Melhora a eficácia e fortalece a governança porque contribui para identificar pontos fortes e fracos do conselho, além de demonstrar um empenho para a melhoria contínua. Também estimula os líderes a reverem a estrutura, a dinâmica e os processos de tomada de decisão do conselho, bem como favorece a confiança dos stakeholders. O processo pode ser feito por autoavaliação ou avaliação externa.

4. Remuneração executiva

Além de os salários e os benefícios de CEOs e C-Levels estarem sob holofotes por serem considerados excessivos ante à crise econômica global, também passa por um momento de maior escrutínio a própria definição de objetivos, os quais já não podem mais ser avaliados apenas pela concretização a curto prazo, mas ainda pela forma que são alcançados. Assim, as empresas devem implementar um meio de remuneração justo e abrangente, que incentive tanto a produtividade (curto prazo) quanto a ética (longo prazo).

5. Governança dos stakeholders

Os interesses das partes envolvidas – clientes, colaboradores, fornecedores, comunidades, acionistas, entre outros – devem ser considerados quando o conselho e o C-Level determinam os valores, a estratégia e a direção geral da empresa. Por quê? O bom relacionamento com os stakeholders é essencial para determinar o sucesso do negócio. Isso deve ser feito com supervisão e envolvimento ativo do conselho de administração, que sempre tem de considerar o impacto que suas ações estratégicas de curto e longo prazos podem ter sobre esses grupos.

6. Cibersegurança

Ataques cibernéticos trazem perdas financeiras significativas, danos à reputação, exposição de informações estratégicas, entre outras graves consequências, não só para a empresa e seus colaboradores, como para clientes e fornecedores. Por isso, o conselho tem de garantir que a empresa tenha planos de segurança e estimule uma cultura de prevenção para evitar os riscos relacionados aos crimes cibernéticos.

7. Sustentabilidade

As crescentes exigências de reguladores, investidores e consumidores impactam nos resultados de empresas que não se comprometem com os critérios ESG. As empresas devem considerar as práticas como uma questão estratégica, a fim de se posicionar e mitigar riscos. E cabe aos conselhos de administração enfatizarem agendas claras e medirem a eficácia dos resultados dessas ações.

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