Confiança dá licença social para operar

Pedro Torres, diretor global de Comunicação e Relações Institucionais da Gerdau, diz que ações e comportamentos têm de ter consistência e frequência para manter reputação

Redação Reputation Feed

Pedro Torres - Gerdau - ANK Reputation
Verdade, reciprocidade e transparência estão relacionadas à confiança, elenca Pedro – Foto: Divulgação/RF

Pedro iniciou a carreira em agências de comunicação, passando depois por Sadia (atual BRF) e pela Suzano até a Gerdau – trajetória de ampla experiência na área de comunicação corporativa de empresas de grande porte. Foi eleito, em 2022, pelo voto popular, o Comunicador do Ano no Brasil no Prêmio Aberje e, em 2023, segundo pesquisa da PR Scope, listado entre os cinco profissionais de Comunicação Corporativa mais admirados do Brasil. Jornalista for formação, tem especialização em Branding, pela Kellogg School of Management, Gestão Sustentável, pela Fundação Dom Cabral, em Relações Governamentais, pelo Insper, e MBA em Marketing pela FGV.

Nenhuma empresa chega aos 103 anos sem estabelecer laços com os seus públicos, diz o diretor global de Comunicação e Relações Institucionais da Gerdau – gigante com cerca de 30 mil colaboradores, receita líquida anual de quase R$ 70 bilhões, presença em sete países e 29 unidades produtoras de aço. Segundo Pedro Torres, a confiança junto aos stakeholders dá licença social para operar, gera engajamento, respeito e participação no mercado.


Em três perguntas sobre confiança, Pedro Torres também conta quais são as frentes imprescindíveis de ação para conquistar este ativo para as empresas. Confira, a seguir:

1. Quando você pensa em confiança, quais são as três palavras que vêm à mente?

As três palavras que me vêm à mente em relação à confiança são verdade, reciprocidade e transparência.

2. Pensando nos ganhos gerados por confiança para a Gerdau, quais você destacaria como os mais relevantes?

Quando uma empresa consegue estabelecer laços de confiança com os seus públicos, os ganhos são múltiplos, mas vou citar três. Quando a gente fala de sociedade de uma forma geral, confiança nos dá licença social para operar. Principalmente numa indústria pesada como a nossa, quando você estabelece a confiança com os stakeholders, isso gera um ganho. Com os colaboradores, gera engajamento e produtividade. Quando a pessoa confia, ela tem engajamento e respeito. E, obviamente, quando se olha uma parte mais mercadológica, quando a gente olha os clientes, um dos ganhos é a participação de mercado.

3. Entre tudo o que a Gerdau faz para conquistar e manter confiança, quais são as três frentes/ações que você considera imprescindíveis?

Pode parecer não mais do que obrigação, mas é importante dizer que a primeira questão é ser uma empresa que tem a ética como pilar central. Esse é o primeiro passo para estabelecer confiança com quem quer que seja. Nós somos uma empresa muito correta, e a conduta ética é a primeira para que a gente possa estabelecer os laços de confiança. Segundo, e isso tem a ver muito com comunicação, é a transparência. A gente evoluiu muito nisso, de dar transparência não só para as coisas boas, mas aos desafios e dilemas que uma indústria como a nossa tem também. E isso estabelece confiança e admiração, mesmo quando você tem problemas a resolver. E o outro é a qualidade e excelência dos produtos e serviços da Gerdau. Uma empresa, se não estabelecer laços com os seus públicos, não chega a essa idade (a Gerdau completou 123 anos em janeiro). Confiança é um processo difícil de conquistar, mas fácil de perder; por isso, esses comportamentos e essas características têm que ser mantidos com muita frequência e consistência, porque não adianta conquistar a confiança e não mantê-la. Este é o grande desafio.


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