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Toda crise um dia já foi um risco

por Equipe ANK em 04.11.21

Parece uma ideia simples, mas não é. Se você parar para pensar, todas as crises que conhecemos, seja por experiência própria, pela imprensa ou mesmo pelos livros, séries e filmes, um dia já foram riscos – mapeados ou não. Quando nos damos conta que todas as crises poderiam ser evitadas ou mitigadas, a primeira pergunta que fazemos é: então, por que não o são?

Primeiro, porque gerenciar riscos é um trabalho que exige expertise técnica, investimento, treinamento, responsabilização e, mais recentemente, velocidade e atualização constante.

Segundo, porque todos os riscos estratégicos, financeiros e operacionais das organizações geram também – e, nos dias de hoje, de forma ainda mais contundente – ameaças reputacionais. Para conseguirmos identificar o que de fato gera uma ameaça reputacional, precisamos conhecer com alguma profundidade as crenças, os valores e os comportamentos (sempre em evolução) dos indivíduos na sociedade.

Não é, portanto, um trabalho simples, mas é absolutamente necessário na construção de projetos empresariais longevos e de marcas com valor e ambição de legado. Se você estiver começando agora, pense nesses três primeiros passos:

  1. Reúna um time multidisciplinar, conhecedor do negócio, do setor e do contexto em que a empresa está inserida;

  2. Levante os desafios de cada área, pergunte o que pode dar errado, qual o impacto (para o negócio, para as pessoas e a sociedade) dessa eventual ocorrência e o que existe hoje de mecanismos de controle associados a esse risco;

  3. Desenvolva um método simples para atribuir grau de severidade a cada risco e comece, imediatamente, a tratar aqueles que forem identificados com maior impacto em caso de ocorrência.

Nossa recomendação: comece sempre pelo risco que representar maior dano em caso de sinistro e não necessariamente pelo que tem a maior probabilidade de acontecer.

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